Enquanto eu trabalhava no laptop na mesa da sala, Alice entra sem olhar para mim, vai para a cristaleira (eu, normalmente, já a teria impedido de ir lá pois só tem copos finos os quais ela não usa - nem eu, nem ninguém - mas a curiosidade de ver o que ela iria fazer foi maior). Tira de lá uma taça de champagne - aquelas taças cafonas que há uns vinte anos não são usadas. Eu, sem entender, resolvi deixar rolar e continuei trabalhando, quer dizer, fingindo que trabalhava pois a esta altura estava prestando atenção nos passos da garota. Ela então se dirige à cozinha e, em poucos segundos, retorna como a taça cheia de água. Chega na borda da mesa, ergue a taça e diz solenemente com a voz firme dirigindo-se ao público imaginário (sem olhar para mim):
Alice: quero "porpor" um brinde à cidade do Rio de Janeiro!!!
Tem coisas que não adianta querer entender, é melhor aceitar...brindemos.
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