quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Superando a dor com a arte

Em agosto deste ano um dos nossos gatinhos, o Sem-dedo, morreu. Restou seu irmão, o Tito. Sem-dedo já estava com 16 anos e ganhou esse nome porque não tinha um dos dedos da pata dianteira. Alice, do alto de seus nove anos, desde sempre conviveu com o bichano. Ficou uns dias inconsolável: chegava da escola e como de costume ia correndo procurar os gatinhos e só encontrava um, então se lembrava do ocorrido e desandava a chorar.
Passou dias lacrimosa, até que de uma hora para outra seu astral mudou.  Descobri a causa: fez um clipe em homenagem ao gatinho. Usou um aplicativo chamado Musically e fez um vídeo bem legal. Quando me mostrou, quem chorou fui eu.  Foi a forma que encontrou de sublimar a perda.

Quem disse que a arte não salva?


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